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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O desabafo das 36 semanas

Mas uma vez repito, nas minhas contas estou com 36 semanas, mas nas do médico, estou entrando hoje na 37ª. Eu precisaria de mais um mês pra ajeitar tudo, os dias passam e eu não consigo dar conta de tudo. Tem dias que consigo lavar algumas roupinhas, passar outras, arrumar uma parte do armário... Mas ainda faltam algumas coisas. O que precisava ser comprado, já comprei, só falta arrumar a malinha do bebê.
Semana que vem, tenho que fazer outra USG e uma cardiotoco, não consegui marcar aqui perto, vou ter quer ir pra Barra (ninguém merece).
Ao mesmo tempo que estou ansiosa pra ver o rostinho do Ian, fico preocupada com a chegada dele, de como ficará tudo, dar conta de duas crianças (TÔ MORREEEENDO DE MEDO).
Eu ando cansada, dolorida e estressada. A Ana não para quieta e eu tenho sentido dores na costela por causa do acidente e tontura, então, acabo não dando conta de acompanhar o ritmo dela e isso me estressa.
Sinceramente, eu não aconselho ter um filho atrás do outro. O ideal é esperar uns 3 a 4 anos. Todo mundo me fala que é bom que cria junto, que vai tudo de uma vez só, mas durante a gravidez é muito dificil cuidar de um bebezão e levar a gravidez. E no meu caso, o acidente me deixou mais fragil. E minha mãe nem tem podido me ajudar mais esses dias por causa do acidente.
Eu preciso urgente de alguém pra me ajudar em tempo integral, senão eu vou surtar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

E a história continua...

Essa semana está sendo looonga demais. Disse hoje ao meu marido que o Ian vai nascer abençoado por tantas emoções que ele tem passado aqui dentro.
Minha mãe precisou ser internada, pois criou-se um coagulo no cérebro e precisa ser dissolvido. Se Deus quiser, depois do exame de hoje, ela receba alta. Eu fiquei com muitas dores nas costas da pancada e a cabeça doendo pouco. Todo mundo ficou muito preocupado com o impacto na minha cabeça e insistindo pra que eu fizesse um exame mais elaborado, como minha mãe fez. Cheguei a marcar um neurologista pra semana que vem. Ontem, uma amiga médica me ligou perguntando se não foi feito uma USG depois do acidente, não foi feito, ela ficou desesperada, dizendo que tem que ser feito, mesmo o bebê parecendo estar bem. No final da tarde, fiquei muito zonza, com muita tonteira e enjoo, fui à emergência do hospital com o propósito de fazer um exame na cabeça e a tal ultra. Foi aí que a segunda parte da história começou.
Passei na GO de plantão, que por sinal é muito boa, ela ouviu o coração do bebê e resolveu passar uma USG só por desencargo de consciência. O médico da ultra era tão sociável quanto um tronco velho, perguntei se estava tudo bem e ele só respondeu: "tá". Logo depois, a médica me chamou dizendo que meu exame deu que eu estava perdendo líquido e que a placenta já estava em grau III. Eu levei um susto. Questionei o exame: como grau III se há uma semana fiz uma USG que o grau estava I? Eu não acreditei no exame. A médica ligou para o meu médico, ele decidiu passar corticóide para amadurecer o pulmão do bebê, caso o diagnóstico fosse esse mesmo. EU QUASE ENFARTEI! Não queria tomar a injeção sem antes fazer outro exame, com outro médico. A médica, de maneira muito sutil, me aconselhou a fazer outro com o plantonista do dia seguinte, que ela conhecia. Depois, passei por um clínico geral, que achou melhor não fazer uma tumografia, por causa da radiação, prescreveu uns exames pra saber da tonteira e me deixou de repouso. Estou melhor.
Como eu tinha duas guias de exames que teria que marcar, fui hoje bem cedo para o laboratório, onde estaria um médico obstetra e ultrassonografista, consegui um encaixe e aproveitei e fiz a cardiotoco e a USG obstétrica. As palavras dele foram: não sei aonde esse médico viu perda de líquido, tem muito líquido aí, além disso, a placenta está no máximo, chegando ao grau II. O Ian está ótimo, tudo normalzinho, com 36 semanas.
Como meu GO é no mesmo prédio, passei por lá e levei os exames pra ele. Ele disse que isso acontece muito, por isso, pede pra repetir exames e que a dose de corticóide que tomei não tem problema nenhum para o bebê.
O interessante é o médico perguntando se o meu acidente foi uma queda, e eu disse pela milésima vez que tinha sido de carro, que eu estava num táxi. Aí, ele comentou: "Um dia desses, passei pela Estrada da Caroba e vi um acidente horrivel com um táxi e um ônibus." Aí, eu falei pra ele: " Eu estava naquele táxi, doutor". Ele me abraçou, a ficha caiu.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

35 semanas; visita ao GO e o pior susto

Entrei 2012 com 35 semanas. Terça-feira iniciei as consultas semanais no GO. O bebê está ótimo, segundo a ultrassonografia e o cardiotoco. Semana que vem tenho que fazer outra e ir novamente ao GO. Ian anda tão agitado que o médico não conseguiu ouvir o coraçãozinho dele, mexia o tempo todo. O interessante foi que perdi 700 g, no periodo do Natal e Ano Novo. O médico ficou pasmo. Eu não sei que milagre foi esse, porque comi muito nesse periodo. A verdade é que não ando com vontade de comer até explodir. Ando muito cansada, minha vontade é não sair mais de casa até o nascimento do bebê. Dirigir não está dando mais, a barriga encosta no volante. Então, decidi que agora vou sair o mínimo possivel e de taxi.
Ontem, quando voltava da consulta passei por uma experiência terrivel. Minha mãe foi comigo e com a Ana para a consulta. Pegamos um taxi de volta, o taxi parou num sinal e um ônibus que vinha de outro sinal veio pra cima da gente. Eu não lembro da batida, nem como foi. Bati com a cabeça, desmaiei e quando acordei vi minha mãe caida e sangrando, enquanto o carro sacolejava, Ana chorava, estava embaixo da minha mãe. Eu comecei a gritar, chamando minha mãe e tirei Ana de debaixo dela. Só pensei em proteger a Ana, minha barriga e cuidar da minha mãe. O momento foi terrivel. De repente, chegaram algumas pessoas e eu pedia pra tirar minha filha do carro, mas ao mesmo tempo eu não a soltava. Ana não sofreu um arranhão, mas ficou muito assustada, ela gritava por 'mãe' e eu gritava pela minha 'mãe'. Uma moça pegou a Ana no colo, e ela olhava pra mim chorando e me chamava. Fomos com o carro de bombeiros para um hospital público aqui do bairro. Eu estava tranquila comigo, porque sabia que não tinha acontecido nada com Ana, nem com o Ian, ele continuava mexendo e não levei nenhuma pancada na barriga. Minha preocupação era minha mãe. Ana passou pelo pediatra, mas não tinha sofrido nada; eu levei um pancadão na cabeça que fiquei com um galo enorme e minha vista foi ficando turva; minha mãe estava com o corpo dolorido e sangrando pelo ouvido.
Fiquei com medo de estar no hospital em darem algum medicamento que afetasse o bebê, por isso, tudo eu perguntava três vezes o que era. Fiz uma tomografia e passei pela obstetra de plantão, mas estava tudo normal.
Pedi que uma amiga pegasse a Ana e levasse pra casa dela, enquanto Antonio ficava no hospital comigo. Fiquei preocupada porque Ana não tinha comido nada. Ela ficou muito bem na casa dessa minha amiga, se alimentou, brincou e dormiu.
Eu sei que esse acidente foi um grande livramento de Deus. Todos que passavam ou viam o acidente diziam que Deus nos livrou, porque o carro se acabou. Provavelmente, Ana não sofreu nada porque estava sentada entre minha mãe e eu, e minha mãe estava virada para o lado dela, a segurando, quando minha mãe caiu em cima dela, amorteceu todo o impacto.
Isso foi mais um motivo para eu não dirigir mais até o Ian nascer. A história seria bem diferente se eu estivesse no volante.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

34 semanas

A coisa anda complicada por aqui. Tenho sentido muitos incômodos e dores em todos os órgãos do meu corpo. Cada vez que Ian mexe, eu sinto dores, de chegar ao ponto de gritar. Não sei se é característica dele ou se é pelo fato do meu útero estar sensível de uma gravidez atrás da outra. Mas é fato que ele mexe muuuito. Ontem, durante o exame de cardiotocografia, o aparelho ficou em movimento o tempo todo, porque ele mexia demais, minha barriga subia e descia.
Fiz uma ultrassonografia e, segundo o médico, ele já está de cara para o gol, encaixadaço. E, graça a Deus, ele está muito bem, pesando aproximadamente 2 kg 340 g.
O palpite de todos é que não chegaremos a fevereiro. Minha preocupação é o médico querer tirá-lo antes, pelo fato de estar encaixado. Por isso, vou conversar com ele, semana que vem, pra ver a possibilidade de fazer a cirurgia quando eu entrar em trabalho de parto ou com 39 pra 40 semanas. A ideia de fazer uma cirurgia pra tirar o bebê já não me cai bem, tirá-lo cedo é pior ainda.
Comprei mais roupinhas pequenas pra ele e ganhei alguns bodies e shortinhos da minha mãe. Mesmo que perca logo, não tem problema, não quero que o menino fique igual um pai joão na maternidade, como ficou a Ana. Só de pensar em como a Ana estava mal vestidinha na maternidade, dá dó....hehehe

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Lavando roupinhas


Hoje, me preparei pra lavar as roupas do Ian. Agora que estou de férias, posso me concentrar só nisso e aproveitar o sol escaldante que tem feito. Ontem, separei as roupas que ele vai usar imediatamente, P e RN. Algumas foram da Ana. Percebi que tem muitas de manga comprida, não sei se ele vai usar. Como eu não passo mais entre a máquina de lavar e a parede pra chegar ao tanque, tinha decidido lavar as roupas na pia do banheiro. Mas, aproveitei o calorão: enquanto Ana brincava na piscina, coloquei um top e um short do marido, arrumei um banquinho e lavei tudo na mangueira do quintal. Foi delicioso, acho até que economizei mais água do que se tivesse lavado na pia. De vez em quando, jogava a mangueira com água em mim. Muito bom!
As roupas secaram rapidamente, por causa do sol. Algumas roupinhas da Ana estavam manchadas e coloquei de molho com Vanish no sol, ficaram ótimas.
Lembro que quando lavei as roupas da Ana, comprei baldes, esterelizei tudo, era cheia de requequê. Dessa vez, não comprei baldes novos, só lavei e passei cloro nos que eu já tinha. Quanto a maneira de lavar, jamais teria coragem de lavar as roupinhas da Ana numa mangueira. Mas isso tudo é bobagem. Confesso que passei cloro na ponta da mangueira, pra lavar meu sentimento de culpa, de ser mais relaxada com as coisinhas do Ian. Volta e meia, alguém me diz: "Ah, coitadinho, ele não vai ter isso, não vai ganhar isso novo?" Muitas bobagens. Ele tem uma vantagem que Ana não teve, a experiência dos seus pais e um amorzão concreto, que eu só fui ter noção com a Ana depois que ela nasceu.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

33 semanas


Às vezes, me perco na contagem das semanas, fico em dúvida se é pra mais ou pra menos. Semana que vem farei uma ultra. Eu estou desconfiada que o mocinho está sentado e todo para o lado direito. Ele mexe de uma maneira que dói muito, principalmente se estou com fome ou comendo. Estou muito curiosa pra saber a posição dele. As minhas roupas estão apertadas ou curtas, algumas calcinhas não cabem mais, sobre a urina, nem precisa dizer que não posso rir, nem tossir, né. Vou começar a lavar as roupinhas ainda essa semana, já que fiquei de férias. Preciso me organizar, primeiro lavar as roupinhas, depois posicionar os móveis no quarto, depois guardar as roupinhas. Só vou arrumar o berço na semana do nascimento dele. Organizaram chá de fraldas nas duas escola que trabalho, ganhei um número bom de fraldas e alguns itens de higiene. Eu amo esse carinho. Nessa gravidez, não ganhei muitos presentes. Lembro que na gravidez da Ana sempre ganhava uma roupinha. Na do Ian, ganhei poucas, mas está bom.
Nas minhas contas, domingo completo 34 semanas. Na conta do GO, completo 34 semanas na sexta.
Faltam ainda um mês e 11 dias.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

32 semanas, visita ao GO

Oito meses. Está passando muito ráááápidooooooo. Ainda não lavei um pano de boca. Não fiz nada. Tenho que arrumar o quarto, mas estou com preguiça, sem disposição. E ainda faltavam comprar algumas coisinhas, como: pentinho e escova, uma touquinha e luvinhas, uma cortina e uma solução para guardar os brinquedos. Até que, uma colega comentou comigo que seria melhor deixar a Ana no berço e o Ian dormir no berço desmontável. Mas o berço desmontável é rosa! Ah, não quero. Então, várias mães me aconselharam a comprar uma caminha pra Ana. Comprei uma bicama e a cerquinha pra ela não cair. Aproveitei pra comprar os outros itens. Ainda bem que achei tudo que precisava, inclusive a cortina do jeito que eu queria.
O que estava me preocupando é que não estou aguentando mais andar por muito tempo, nem num shopping. Depois de alguns minutos, parece que carrego dois sacos de arroz na barriga, pesa demais. Todo mundo diz pra mim que esse bebê vem antes, eu também acho. Mas também, pode estar todo mundo errado.
Hoje fui ao GO e comentei dos incomodos, da dificuldade pra andar, e ele chamou minha atenção para o ganho de peso. Já engordei 10 kg até agora e ainda faltam 7 semanas.
O Ian não para, até na hora de ouvir o coraçãozinho dele é dificil, ele fica no mexe mexe. Doi tudo aqui por dentro, principalmente a noite. Se eu não como, demoro pra comer, ele começa a se remexer de uma forma que dói pacas.
Tenho uma ultra pra fazer e uma cardiotocografia. Voltarei ao médico daqui a três semanas e depois as consultas serão toda semana. Interessante que na gravidez da Ana, a médica resolveu me atender de 15 em 15 no final, e só com 38 semanas ela resolveu passar as consultas para semanais. Ela dizia que eu estava muito bem, não tinha necessidade. Agora, será cesárea e o médico quer me ver toda semana. Vai entender.
No último final de semana, fui para uma cidade praiana aqui perto pra comemorar o aniversário de casamento. Ficamos em uma pousada de frente para o mar, foi ótimo, deu pra descansar. Porém... a pousada tinha muitas escadas e eu me senti muito mal. Parecia que o Ian ia nascer. Eu senti cólicas, pressão na pélvis, vontade de evacuar, não conseguia ficar muito tempo em pé, tudo doia. Mas nada me parecia a dor que senti pra parir. Por isso, fiquei tranquila, só observando. Se de madrugada tudo piorasse, aí sim, procuraria o hospital. Interessante que na gravidez da Ana eu ia para o hospital por qualquer colicazinha. Se eu sentisse o que senti dessa vez, na primeira gravidez, já tinha ido para o hospital de mala e cuia.