quarta-feira, 28 de setembro de 2011

21 semanas e a morfológica

Ian tem mexido muito. Eu sinto dores na lombar insuportáveis, ao ponto de sentir dificuldade pra andar e descer escadas. Além da azia e dos xixis constantes. Se eu tusso, se eu rio, faço xixi nas calças. Fico imaginando daqui a três, quatro meses...
Hoje fui na tão ansiosa morfológica. Eu tinha duas expectativas: saber se o bebê estava bem e confirmar o sexo. Pensei em fazer o seguinte: esperar o médico fazer todo o exame, saber se o bebê está bem e perguntar o sexo. Quando o médico entrou na sala, ele perguntou se eu já sabia o sexo, eu disse que achava que sim e ele riu. Quando começou o exame, de imediato ele disse: é menino. E apontou para a imagem, aonde eu achava que era o rosto e digitou PINTO.
No final do exame, me deu os parabéns pois o bebê estava muito bem. Saí de lá feliz. Olhei várias vezes a imagem aonde o médico escreveu 'pinto' pra tentar entender, até que visualizei, o pintinho estava pra cima. Mas o que me emocionou foi vê-lo se mexendo, abrindo a boquinha mexendo as mãozinhas no rosto.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

20 semanas

Cheguei às 20 semanas, metade da gestação. Os sintomas parecem que eu já estou de 7 meses: xixi toda hora, dores nas costas, azia. Mas o principal agora é que já sinto bem o Ian mexer, de ver os movimentos na barriga. Pra mim, sentir o bebê mexer é a melhor coisa da gravidez. Dá vontade de ter uns 10 filhos só pra ter o prazer de senti-lo mexer. E uma amiga que veio me perguntar como é estar grávida, porque ela pensa em engravidar, mas tem nervoso dessa coisa do bebê mexer lá dentro. Eu disse a ela: "Mas é uma sensação maravilhosa da vida!"
Hoje, comecei a tomar florais. A terapia tem me ajudado muito. A psicóloga me ensinou alguns exercícios de relaxamento, e isso tem interferido positivamente no bebê. Que ele venha seguro, equilibrado e feliz.
Próximo post eu publico uma foto da barriga.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"Cada semana é um flash"

Gente, que gravidez emocionante. A cada semana, a cada mês tem uma novidade. A ansiedade está sendo controlada, estou fazendo terapia e tem me ajudado muito. Mas agora, adivinhem...tenho sentido muitas tonturas, minha cabeça roda, roda, roda. Principalmente, se eu abaixar a cabeça ou olhar para o alto. Eu já tive crises de labirintite, mas passou, então, não sei se é ela que está voltando. Bem que me falavam que uma gravidez nunca é igual a outra.
Na primeira, eu estava bem mais magra, mais elegante e mais disposta. Nessa, estou muito acima do peso, com o rosto todo manchado de sol e cada hora tem um incomôdo ou dorzinha diferente. Quando desço escada, sinto um incomodo láááá embaixo, parece que o bebê vai sair.
Hoje pela manhã, deitei meio de bruço e senti ele chutar várias vezes, acho que não gostou da posição, coitadinho.
Comecei a fazer hidroginástica, mas prefiro a natação. Pretendo me exercitar até parir, será que consigo? Tenho que começar a controlar a alimentação e me exercitar. Outra novidade é que vou começar a tomar florais. Segundo a terapeuta, além de me acalmar, ainda vai fazer bem para o bebê.
Tenho pensado em algumas coisas que tem me preocupado. Eu não tenho idéia como vai ficar minha vida depois que o Ian nascer. Minha mãe fala o tempo todo (muitas vezes pra mexer comigo, mas com um fundo de verdade) que vai criar a Ana, que ela vai dormir lá. Mas eu não quero. Quero que ela fique perto de mim, vou fazer o possível pra dar atenção a ela, de fazê-la me ajudar com o bebê... Não quero que ela se sinta abandonada por mim depois que o irmão nascer. É claro que não conseguirei dar conta sozinha dos dois, vou precisar de ajuda, mas são meus filhos, logo, terei que dar atenção aos dois. Espero que eu consiga.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

19 semanas e agradecimentos

19 semanas chegaram, mas nem acho muita graça nesse número, estou doida mesmo é pra chegar às 20 semanas...hehehe
A barriga está maior, mas nada de sentir Ian mexer, de vez em quando sinto umas tremurinhas, mas nada de grande. Estou doida pra senti-lo melhor pra ter a sensação mais perto de que ele está aqui comigo e preciso cuidar dele. Por enquanto, cuidar da Ana e do Ian está sendo mole. Aonde levo Ana, levo ele também. Depois é que vai ser loucaçooooo. Ana andando e mexendo em tudo e ele chorando querendo mamar, duas crianças pra trocar fraldas, mais roupas pra lavar...
E todos dizem: é bom que cria junto, no início vai se difícil, mas depois melhora, além do que, passa rápido. Eu acredito com todas as minhas forças nas mães experientes que me dizem isso.
Já marquei a morfológica para o dia 28 de setembro. Espero que setembro passe rápido

Mais uma vez, agradeço do fundão do coração aos comentários anteriores. Eu lia cada um e pensava: poxa, como é bom ter um blog e saber que tem várias amigas que ajudam com palavras. Os sete comentários me deram muita força, amei cada palavra de vocês e fiquei muito feliz.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

18 semanas

Entrei no quinto mês essa semana, sinto que a barriga deu uma espichada, mas sinto o bebê mexer pouco, só quando deito de barriga pra cima.
Essa semana, fui à psicóloga e foi muito bom. Ela não concordou com a idéia do psiquiatra de eu me afastar do trabalho, pelo menos por enquanto. Fui ao meu GO, só pra saber a opinião dele e acabei antecipando a consulta em uma semana. Conversei com ele sobre o que tenho sentido, a opinião dos especialistas e tudo mais. Ele ficou uns trinta minutos conversando comigo, tentando entender o que estou passando e dando a opinião não profissional dele, além de se colocar à disposição quando eu precisar conversar. Eu engordei dois quilos, estou pesando mais do que com 9 meses na gravidez da Ana. Fiquei arrasada. Vou tentar manter esse peso até o fim. (Será?)
Na hora de ouvir o coração, o médico comentou que ele é muito ativo, não pára de mexer. Fiquei aliviada porque quase não o sinto. Mas ele está bem.
Desde o dia em que fui na terapia, não senti mais nada, espero que continue assim.
No fundo, no fundo, eu fico constrangida de dizer que estou grávida, apesar de ter um bebê de um ano, mas que mesmo assim, estou muito feliz. Tenho sentido uma felicidade muito grande com essa gravidez. Mas no geral, as pessoas não entendem, acham até que a minha ansiedade é pela preocupação de ter dois bebês em casa. Eu nem tenho pensado muito nisso, só estou feliz. Dois comentários que me aborrecem são: "Você é corajosa" (como se eu tivesse programado engravidar agora) e "Você é maluca". Fico a pensar no significado desses comentários: sou corajosa ou maluca por quê? Porque, sabendo que estava grávida, resolvi seguir com ela adiante? Hã? Oi? É isso?
Bom, o que importa é que estou muito feliz com o meu bebê. Pronto, falei.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sobre o tratamento

Pois bem...
Fui à dois psiquiatras. Como não conseguia marcar com nenhum, acabei conseguindo uma vaga com uma psiquiatra particular e outro pelo plano que me encaixou. Na primeira consulta, a médica ficou comigo por uma hora, conversou muito, queria saber tudo da minha vida. E recomendou o uso de dois medicamentos, um deles, uma gotinha de Rivotril, o que me assustou. Segundo ela, a medicação é bem fraca devido a gestação e que ficaria monitorando através da ultra. Gostei da médica, mas fiquei preocupada com essa coisa de remédios. Não tomei.
No dia seguinte, fui ao psiquiatra do plano. Ele perguntou como estava minha família, se a gravidez foi desejada e com quanto tempo estou. A decisão dele foi tratar-me em três estágios: Primeiro, tomando a passiflora indicada pelo meu obstetra, segundo, visitar uma psicóloga uma vez por semana, terceiro, afastar-me do trabalho. A medicação seria a última decisão, só em último caso. Achei que ele foi muito coerente. Ele precisa da posição do meu obstetra e da psicóloga, para que os três façam um laudo de afastamento. Além de querer saber a opinião do meu marido quanto a isso tudo.
Os dois médicos queriam saber como recebi a notícia dessa segunda gravidez e eu disse que não foi planejada, mas muito bem vinda. Os dois médicos acham que eu devo me afastar do trabalho. A primeira perguntou se eu queria me afastar e eu disse que não. O segundo disse que eu tenho que me afastar. Ou medicamento ou o afastamento.
Estou numa situação a decidir. Confesso que não gostaria de me afastar do trabalho agora, ainda mais com uma licença pela psiquiatria que é uma mancha no histórico do funcionário para o resto da vida. Porém, entre tomar remédio, podendo prejudicar meu bebê e ficar com um porém para a tentativa de outros concurso públicos, prefiro arriscar minha carreira. Realmente, minha profissão é extremamente estressante. Trabalho com adolescentes e adultos. Adultos, tudo bem, mas adolescentes, sem comentários.
Na gravidez da Ana, o grau de stress no trabalho foi muuuuito pior do que agora. Tive turmas horrorosas, cansei de explodir, bater boca com alunos, ao ponto de alguns se assustarem e pedir que eu ficasse calma para não prejudicar o bebê. Agora, as turmas estão razoáveis, mesmo nas situações mais complicadas, evito explodir, deixo pra lá e respiro fundo.
A minha sensação de ansiedade vem em vários momentos, em casa, no trabalho, na rua, até tomando um lanche no shopping. É como uma dor de barriga, não sei porque vem ou quando vem, só sei como devo previnir.
Confesso que estou muito preocupada com o bebê. Tenho medo de sequelas devido as substâncias que meu organismo libera quando fico na ansiedade. Tenho pedido a Deus que o proteja de todo mal.