Aqui começa a história do Ian. Apesar de ainda não ter nascido, a sua história já começou e se mistura com a minha.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Mudanças e privatização do blog
Agora, o blog do Ian e o da Ana são um só: "Memórias de dois filhos" . Vou pedir pra todos que acompanham esse blog e o da Ana que me deixem o endereço de e-mail pra eu enviar o convite, pois o blog será privado. A quem já acompanha o blog da Ana, vou tentar enviar o convite direto.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Como estamos, o que estamos usando
Vim escrever aquele post clássico sobre (quase) rotina e o que estamos usando. No geral, não estou fazendo muita coisa diferente do que fazia com a Ana, porém, algumas agora sem culpa.
Por exemplo, cama compartilhada e amamentar deitada. Só assim consigo dormir e viver. É claro que amamento deitada mas coloco-o numa posição inclinada, o que demorei a acertar com a Ana.
Ian tem mamado muito bem. Às vezes se enrola com tanto peito, mas eu o ensino direitinho...hehehe.
Uso somente água e algodão nas limpezas. Só acho que menino gasta muito algodão, é muita coisa pra limpar, ainda estou me acostumando.
Por causa do calor, ele tem usado muita camiseta, tapa fralda ou só fralda. Só tiveram alguns dias que coloquei roupinhas mais quentes porque esfriou um pouco. E aí, entraram em cena, alguns bodies da Ana que achei que ele não chegaria a usar.
No banho, uso o sabonete liquido da Granado de lavanda, que o deixa com um cheirinho irresistível.
Comprei a Bepantol pra experimentar, mas não gostei pois a pomada não rende, acabou em uma semana. Continuo preferindo a Hipoglós amendoas.
Quanto as fraldas, estamos no quarto pacote da RN. Tive que comprar mais pacotes da RN da Pampers que são ótimas.
Passa a maior parte do dia no carrinho em frente ao ventilador ou no ar condicionado. Pra saber se ele está sentindo calor, é só ver se está vermelho ou com bolinhas no corpo. Parece até aqueles recipientes que mudam de cor conforme a temperatura, é só colocá-lo no fresquinho que ele fica branquinho novamente.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
O bebê dos sonhos

Aquele bebê que eu ouvia falar, mas nunca acreditei que existia, vive em minha casa. Ele dorme o dia todo, acorda pouco a noite, arrota fácil, solta pum, faz muito cocô e xixi, não tem cólicas, se colocamos ele no berço acordado, ele adormece sozinho, além de ser lindoooooo e ter cheirinho de lavanda. Esse é o Ian, um bebê de comercial. O menino não me dá trabalho.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Notícias e esclarecimentos
Antes de mais nada, agradeço muito o carinho de todo mundo que comentou no post anterior. Fiquei muito feliz pelo carinho e comentários. Vim trazer notícias rápidas e responder algumas perguntas.
Eu tenho medo de declarar isso tão cedo e depois tudo se reverter, mas, nesses cinco dias de vida o Ian tem sido muito tranquilo, muito calmo. Eu tenho conseguido descansar, dar atenção pra Ana, passar roupa e até escrever no blog...hehehe. Acho que tem a ver com a gestação, tomei muitos florais, fiz reike, massagem, terapia, isso deve ter contribuido.
Ian nasceu com 3215g e 47 cm. Como Ana nasceu bem maior, eu estranho, acho ele muito miudo, a cabecinha é muito pequenininha. No início, até me enrolava pra segurá-lo.
A minha recuperação está ótima, só sinto um incomodo na barriga por causa da cirurgia. Depois da anestesia (que foi a raqui), não tive nenhum efeito colateral, como temia. O que está sendo muito ruim pra mim são as privações, tipo não poder pegar peso, fazer esforço, essas coisas.
Eu não fiz laqueadura, porque meu médico se negou a fazer. Nem vou comentar muito sobre essa questão, porque já me cansei dela. O fato é que porei DIU, está decidido. Não terei mais filhos.
A Ana recebeu o Ian muito bem, está sendo uma grande novidade pra ela. Farei um post especialmente sobre isso lá no blog dela.
Ian já tomou a BCG e a hepatite B e fez o teste do pezinho, os outros exames (orelhinha e reflexo vermelho) vou deixar pra quando acabar o resguardo.
Esqueci de comentar no outro post sobre o penteado do Ian na foto. Pentearam ele no berçário e aproveitaram a cabeleira pra fazer um topete, estilo Neymar (eu posso com isso????).
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Apresento-lhes o Ian / Relato de sua chegada
Apresentando: Ian

O relato:
Como todos sabiam, o Ian nasceria dia 24 de janeiro, estava tudo marcadinho. Na segunda-feira, dia 23, acordei bem cedo pra estender roupa na corda e preparar o que ainda faltava para o dia seguinte. Depois de estender roupa na corda, resolvi ir ao banheiro e vi que o tampão mucoso tinha saido, com sangue. Pedi Antonio para não ir trabalhar, pois, provavelmente, Ian nasceria naquele dia. Fomos ao consultório do meu médico e como eu tinha previsto, ele resolveu antecipar para aquela segunda a cesárea, pois eu estava com algumas contrações e o tampão já havia saido. Obviamente que, se eu fosse esperar para o PN, ele não nasceria na segunda, ia render muito, talvez um ou duas semanas de espera, mas o médico parece que tem medo de trabalho de parto e decidiu antecipar pra não ser pego de surpresa.
Saimos do consultório e fomos comprar o presentinho que Ian 'daria' a Ana quando eles se conhecessem. Fui para casa arrumar o que ainda faltava. Corri pra arrumar minha bolsa, que até então não estava pronta; arrumar o bercinho dele, limpar o carrinho e tentar marcar para aquela hora com a manicure, mas não consegui. Foi tudo muito corrido, pois eu tinha que internar às 14 horas.
Cheguei às 14 horas e depois de todos os procedimentos de internação, fui para o quarto. Por incrivel que pareça, a hora passou rápido. Eu sabia que iam demorar pra me chamar, pois havia outra paciente do meu médico internada naquele hospital que já estava marcada para aquele dia, logo, ela iria na frente. Qual não foi minha surpresa, às 18 horas, vieram me chamar para ir ao centro cirurgico. O meu médico me passou na frente por causa dos sinais do trabalho de parto. Eu estava tranquila, nem um pouco nervosa, tentei orar para tudo dar certo, mas a cabeça não parava de funcionar. Fui levada para o centro cirurgico, a equipe estava esperando a pediatra vir de outro nascimento para começar a minha cesárea. Enquanto eu estava ali, deitada, ouvia a conversa dos médicos sobre futebol e outras amenidades e, por incrível que pareça, passou pela minha cabeça que ainda dava tempo de levantar e avisar que eu estava desistindo, que ia esperar meu filho nascer naturalmente. Mas acho que não iriam deixar eu ir embora.
Começaram logo depois, deram-me a anestesia e rapidamente não senti nada da barriga pra baixo. Enquanto se preparavam pra começar, a equipe conversava sobre o nome do meu filho e diziam o tempo todo que aquele momento era para a chegada do Ian. Foi tudo muito rápido, ouvi o chorinho dele muito forte, mas nada de me trazerem para eu vê-lo. Até que me mostraram o Ian, exatamente do jeito que eu imaginei: a cópia da Ana quando nasceu. Antonio tirou as fotos de praxe e levaram ele com a supervisão de Antonio. Depois de costurarem e embalarem, me mandaram para o quarto. Aí, veio a primeira pior parte, a tal 12 horas deitada. Você nao pode falar, se mexer, nao pode nada. Duas horas depois do nascimento, trouxeram Ian para o meu quarto e colocaram-no no meu peito pra mamar. Eu achei que como era a noite, as horas voariam, que eu ia dormir e o tempo passaria rápido. Porém, eu não dormi a noite toda, o tempo todo monitorando o Ian, chamando Antonio pra ver se ele estava respirando, e olhando para o relógio ansiosa para chegar a manhã, eu comer, tomar banho e pegar meu filho no colo, amamentá-lo dignamente. Pois, na posição que eu estava, ele não mamava direito e eu já estava agoniada. Agora, vem a segunda pior parte: a hora de levantar. Quem me conhece, sabe que eu não falo palavrão, mas confesso que naquele momento, todos os palavrões possiveis e impossiveis passaram pela minha cabeça. Que dor horrivel. Ainda bem que não terei mais filhos, pois tanto o parto normal, como a cesárea são bem doloridos. Se houvesse a opção nascer no repolho ou trazido pela cegonha, eu pensaria no terceiro, quarto, quiçá no quinto filho.
Mas o que interessa nessa história toda é que estou muito feliz com a chegada do Ian, com a minha família completa. Ele, assim como a Ana, são presentes de Deus que tenho a obrigação de cuidar de forma excelente. Haja amor e responsabilidade.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Balanço dos nove meses
A gravidez do Ian não foi nada planejada, apesar de eu saber exatamente do dia em que ela veio. Fiquei, obviamente, assustada, mas feliz de saber que Ana não seria mais uma criança sozinha. Além disso, Antonio ficou super feliz com a notícia.
Descobri muito rápido que seria um menino, outra novidade. Apesar que não tinha mesmo preferência de sexo, pois amei ser mãe de menina. Ter duas seria divertido, ter um casal vai ser uma aventura, vai ser novo cuidar de um menino.
Quanto ao nome, já estava decidido desde a gravidez da Ana, se fosse menina, seria Ana, se fosse menino, seria Ian e ponto.
Achei que essa gravidez passou voando, foi tudo muito rápido, nem deu pra sentir fortes ansiedades. Agora, que se aproxima o dia do nascimento dá um pouquinho, mas nada incontrolável.
Essa foi marcada por grandes emoções, esse menino é duro na queda. No início, foi o sangramento que me assustou; depois veio a crise de ansiedade que me levou à terapia, tomar florais e a ler muito sobre psicanálise e maternidade (o que foi bem interessante); houve o tombo no banheiro, que foi só um susto; e, pra terminar, o acidente de carro que, graças a Deus, não afetou a gravidez, tirando o laudo absurdo do plantonista que quase arra
ncam Ian antes do tempo.
Eu costumo dizer que só me falta Ian querer praticar esportes radicais, pra completar as minhas preocupações com a vida dele.
Quanto ao parto, isso deu pano pra manga. Na da Ana foi tudo tranquilo, eu decidi, a médica concordou, algumas pessoas me chamaram de louca e eu dei vexame na hora do parto, pois não estava preparada para o nascimento natural.
Agora, no do Ian, mudei de GO e, quer saber, não me arrependo. A GO da gravidez da Ana tinha umas paradas que não foram legais, fui saber depois.
Esse GO disse que não fazia parto normal e eu nem liguei pra isso, porque, sinceramente, acho os dois nascimentos difícieis. Eu gostaria de uma terceira opção, tipo, acordar e o bebê estar do seu lado embrulhado num repolho...hehehe
Tudo agora está sendo novo pra mim. Tem horas, que eu dano a chorar em pensar que não vou conseguir dar conta de dois tão pequenos. Mas não tem jeito, vou ter quer dar conta.
Eu já me sinto mãe de dois, coisa que não sentia na gravidez da Ana. A Ana era uma novidade, eu não tinha noção do que era ser mãe. Agora, o meu amor já se multiplicou, sinto-me responsável pelos dois. Às vezes, quando estou deitada abraçada com a Ana e o Ian mexe, me sinto completa tendo os meus dois pecorruchos perto de mim. Comprei dois pingentes simbolizando Ana e Ian. Algumas pessoas acham curioso de eu já ter providenciado o dele. Mas é óbvio, não tem jeito, ele já é e sempre será meu filho.
Ontem, arrumei a bolsa dele pra levar à maternidade. Segue a foto da bolsa linda que ganhei da marca Pepe e Nina, tem cada modelo lindo, além do site hiper caprichado feito pelo pai do Ian...hehehe.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
As 37 semanas e outras
Essa é a 37ª semana. Fiz uma ultra e um cardiotoco, além do exame de streptocus (é esse o nome?). Tudo normalissimo. Ian está com um peso estimado de 3051g e quase 50 cm. Deve nascer mais ou menos como a Ana, acho que menor. Fui na consulta hoje deduzindo que o médico deve marcar a cirurgia para o final da semana que vem ou, provavelmente, para a última semana de janeiro. Porém, não foi nada disso. Ele marcou pra terça-feira que vem, dia 24. Eu: "Como assim, doutor???? Já???" Ele: " Como já?" O bebê já está pronto pra nascer, não precisa esperar mais. Como você já teve um parto normal, pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento e aí terá com o plantonista do hospital.
Essa história de marcar data para o seu filho nascer é muito estranho pra mim. Não vou esperar o trabalho de parto porque temo de quem estará de plantão no hospital no dia. No início, até pensei em procurar uma casa de parto, parir naturalmente, mas depois vi que não ia rolar. Enfim, me joguei nas mãos do meu médico. Vou pra faca. Disse que estou com medo e ele me confortou. Meu medo é essa coisa de acertar o dia que seu filho vai chegar, ainda mais assim, de uma hora pra outra. Ele pediu que eu escolhesse, segunda ou terça, eu escolhi a terça. Mais um dia aqui dentro.
Tenho que correr pra resolver uma porção de coisas até terça-feira. E não é pouca coisa não. Ainda bem que depois da consulta com o GO eu tinha sessão na terapia.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
O desabafo das 36 semanas
Mas uma vez repito, nas minhas contas estou com 36 semanas, mas nas do médico, estou entrando hoje na 37ª. Eu precisaria de mais um mês pra ajeitar tudo, os dias passam e eu não consigo dar conta de tudo. Tem dias que consigo lavar algumas roupinhas, passar outras, arrumar uma parte do armário... Mas ainda faltam algumas coisas. O que precisava ser comprado, já comprei, só falta arrumar a malinha do bebê.
Semana que vem, tenho que fazer outra USG e uma cardiotoco, não consegui marcar aqui perto, vou ter quer ir pra Barra (ninguém merece).
Ao mesmo tempo que estou ansiosa pra ver o rostinho do Ian, fico preocupada com a chegada dele, de como ficará tudo, dar conta de duas crianças (TÔ MORREEEENDO DE MEDO).
Eu ando cansada, dolorida e estressada. A Ana não para quieta e eu tenho sentido dores na costela por causa do acidente e tontura, então, acabo não dando conta de acompanhar o ritmo dela e isso me estressa.
Sinceramente, eu não aconselho ter um filho atrás do outro. O ideal é esperar uns 3 a 4 anos. Todo mundo me fala que é bom que cria junto, que vai tudo de uma vez só, mas durante a gravidez é muito dificil cuidar de um bebezão e levar a gravidez. E no meu caso, o acidente me deixou mais fragil. E minha mãe nem tem podido me ajudar mais esses dias por causa do acidente.
Eu preciso urgente de alguém pra me ajudar em tempo integral, senão eu vou surtar.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
E a história continua...
Essa semana está sendo looonga demais. Disse hoje ao meu marido que o Ian vai nascer abençoado por tantas emoções que ele tem passado aqui dentro.
Minha mãe precisou ser internada, pois criou-se um coagulo no cérebro e precisa ser dissolvido. Se Deus quiser, depois do exame de hoje, ela receba alta. Eu fiquei com muitas dores nas costas da pancada e a cabeça doendo pouco. Todo mundo ficou muito preocupado com o impacto na minha cabeça e insistindo pra que eu fizesse um exame mais elaborado, como minha mãe fez. Cheguei a marcar um neurologista pra semana que vem. Ontem, uma amiga médica me ligou perguntando se não foi feito uma USG depois do acidente, não foi feito, ela ficou desesperada, dizendo que tem que ser feito, mesmo o bebê parecendo estar bem. No final da tarde, fiquei muito zonza, com muita tonteira e enjoo, fui à emergência do hospital com o propósito de fazer um exame na cabeça e a tal ultra. Foi aí que a segunda parte da história começou.
Passei na GO de plantão, que por sinal é muito boa, ela ouviu o coração do bebê e resolveu passar uma USG só por desencargo de consciência. O médico da ultra era tão sociável quanto um tronco velho, perguntei se estava tudo bem e ele só respondeu: "tá". Logo depois, a médica me chamou dizendo que meu exame deu que eu estava perdendo líquido e que a placenta já estava em grau III. Eu levei um susto. Questionei o exame: como grau III se há uma semana fiz uma USG que o grau estava I? Eu não acreditei no exame. A médica ligou para o meu médico, ele decidiu passar corticóide para amadurecer o pulmão do bebê, caso o diagnóstico fosse esse mesmo. EU QUASE ENFARTEI! Não queria tomar a injeção sem antes fazer outro exame, com outro médico. A médica, de maneira muito sutil, me aconselhou a fazer outro com o plantonista do dia seguinte, que ela conhecia. Depois, passei por um clínico geral, que achou melhor não fazer uma tumografia, por causa da radiação, prescreveu uns exames pra saber da tonteira e me deixou de repouso. Estou melhor.
Como eu tinha duas guias de exames que teria que marcar, fui hoje bem cedo para o laboratório, onde estaria um médico obstetra e ultrassonografista, consegui um encaixe e aproveitei e fiz a cardiotoco e a USG obstétrica. As palavras dele foram: não sei aonde esse médico viu perda de líquido, tem muito líquido aí, além disso, a placenta está no máximo, chegando ao grau II. O Ian está ótimo, tudo normalzinho, com 36 semanas.
Como meu GO é no mesmo prédio, passei por lá e levei os exames pra ele. Ele disse que isso acontece muito, por isso, pede pra repetir exames e que a dose de corticóide que tomei não tem problema nenhum para o bebê.
O interessante é o médico perguntando se o meu acidente foi uma queda, e eu disse pela milésima vez que tinha sido de carro, que eu estava num táxi. Aí, ele comentou: "Um dia desses, passei pela Estrada da Caroba e vi um acidente horrivel com um táxi e um ônibus." Aí, eu falei pra ele: " Eu estava naquele táxi, doutor". Ele me abraçou, a ficha caiu.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
35 semanas; visita ao GO e o pior susto
Entrei 2012 com 35 semanas. Terça-feira iniciei as consultas semanais no GO. O bebê está ótimo, segundo a ultrassonografia e o cardiotoco. Semana que vem tenho que fazer outra e ir novamente ao GO. Ian anda tão agitado que o médico não conseguiu ouvir o coraçãozinho dele, mexia o tempo todo. O interessante foi que perdi 700 g, no periodo do Natal e Ano Novo. O médico ficou pasmo. Eu não sei que milagre foi esse, porque comi muito nesse periodo. A verdade é que não ando com vontade de comer até explodir. Ando muito cansada, minha vontade é não sair mais de casa até o nascimento do bebê. Dirigir não está dando mais, a barriga encosta no volante. Então, decidi que agora vou sair o mínimo possivel e de taxi.
Ontem, quando voltava da consulta passei por uma experiência terrivel. Minha mãe foi comigo e com a Ana para a consulta. Pegamos um taxi de volta, o taxi parou num sinal e um ônibus que vinha de outro sinal veio pra cima da gente. Eu não lembro da batida, nem como foi. Bati com a cabeça, desmaiei e quando acordei vi minha mãe caida e sangrando, enquanto o carro sacolejava, Ana chorava, estava embaixo da minha mãe. Eu comecei a gritar, chamando minha mãe e tirei Ana de debaixo dela. Só pensei em proteger a Ana, minha barriga e cuidar da minha mãe. O momento foi terrivel. De repente, chegaram algumas pessoas e eu pedia pra tirar minha filha do carro, mas ao mesmo tempo eu não a soltava. Ana não sofreu um arranhão, mas ficou muito assustada, ela gritava por 'mãe' e eu gritava pela minha 'mãe'. Uma moça pegou a Ana no colo, e ela olhava pra mim chorando e me chamava. Fomos com o carro de bombeiros para um hospital público aqui do bairro. Eu estava tranquila comigo, porque sabia que não tinha acontecido nada com Ana, nem com o Ian, ele continuava mexendo e não levei nenhuma pancada na barriga. Minha preocupação era minha mãe. Ana passou pelo pediatra, mas não tinha sofrido nada; eu levei um pancadão na cabeça que fiquei com um galo enorme e minha vista foi ficando turva; minha mãe estava com o corpo dolorido e sangrando pelo ouvido.
Fiquei com medo de estar no hospital em darem algum medicamento que afetasse o bebê, por isso, tudo eu perguntava três vezes o que era. Fiz uma tomografia e passei pela obstetra de plantão, mas estava tudo normal.
Pedi que uma amiga pegasse a Ana e levasse pra casa dela, enquanto Antonio ficava no hospital comigo. Fiquei preocupada porque Ana não tinha comido nada. Ela ficou muito bem na casa dessa minha amiga, se alimentou, brincou e dormiu.
Eu sei que esse acidente foi um grande livramento de Deus. Todos que passavam ou viam o acidente diziam que Deus nos livrou, porque o carro se acabou. Provavelmente, Ana não sofreu nada porque estava sentada entre minha mãe e eu, e minha mãe estava virada para o lado dela, a segurando, quando minha mãe caiu em cima dela, amorteceu todo o impacto.
Isso foi mais um motivo para eu não dirigir mais até o Ian nascer. A história seria bem diferente se eu estivesse no volante.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
34 semanas
A coisa anda complicada por aqui. Tenho sentido muitos incômodos e dores em todos os órgãos do meu corpo. Cada vez que Ian mexe, eu sinto dores, de chegar ao ponto de gritar. Não sei se é característica dele ou se é pelo fato do meu útero estar sensível de uma gravidez atrás da outra. Mas é fato que ele mexe muuuito. Ontem, durante o exame de cardiotocografia, o aparelho ficou em movimento o tempo todo, porque ele mexia demais, minha barriga subia e descia.
Fiz uma ultrassonografia e, segundo o médico, ele já está de cara para o gol, encaixadaço. E, graça a Deus, ele está muito bem, pesando aproximadamente 2 kg 340 g.
O palpite de todos é que não chegaremos a fevereiro. Minha preocupação é o médico querer tirá-lo antes, pelo fato de estar encaixado. Por isso, vou conversar com ele, semana que vem, pra ver a possibilidade de fazer a cirurgia quando eu entrar em trabalho de parto ou com 39 pra 40 semanas. A ideia de fazer uma cirurgia pra tirar o bebê já não me cai bem, tirá-lo cedo é pior ainda.
Comprei mais roupinhas pequenas pra ele e ganhei alguns bodies e shortinhos da minha mãe. Mesmo que perca logo, não tem problema, não quero que o menino fique igual um pai joão na maternidade, como ficou a Ana. Só de pensar em como a Ana estava mal vestidinha na maternidade, dá dó....hehehe
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Lavando roupinhas

Hoje, me preparei pra lavar as roupas do Ian. Agora que estou de férias, posso me concentrar só nisso e aproveitar o sol escaldante que tem feito. Ontem, separei as roupas que ele vai usar imediatamente, P e RN. Algumas foram da Ana. Percebi que tem muitas de manga comprida, não sei se ele vai usar. Como eu não passo mais entre a máquina de lavar e a parede pra chegar ao tanque, tinha decidido lavar as roupas na pia do banheiro. Mas, aproveitei o calorão: enquanto Ana brincava na piscina, coloquei um top e um short do marido, arrumei um banquinho e lavei tudo na mangueira do quintal. Foi delicioso, acho até que economizei mais água do que se tivesse lavado na pia. De vez em quando, jogava a mangueira com água em mim. Muito bom!
As roupas secaram rapidamente, por causa do sol. Algumas roupinhas da Ana estavam manchadas e coloquei de molho com Vanish no sol, ficaram ótimas.
Lembro que quando lavei as roupas da Ana, comprei baldes, esterelizei tudo, era cheia de requequê. Dessa vez, não comprei baldes novos, só lavei e passei cloro nos que eu já tinha. Quanto a maneira de lavar, jamais teria coragem de lavar as roupinhas da Ana numa mangueira. Mas isso tudo é bobagem. Confesso que passei cloro na ponta da mangueira, pra lavar meu sentimento de culpa, de ser mais relaxada com as coisinhas do Ian. Volta e meia, alguém me diz: "Ah, coitadinho, ele não vai ter isso, não vai ganhar isso novo?" Muitas bobagens. Ele tem uma vantagem que Ana não teve, a experiência dos seus pais e um amorzão concreto, que eu só fui ter noção com a Ana depois que ela nasceu.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
33 semanas

Às vezes, me perco na contagem das semanas, fico em dúvida se é pra mais ou pra menos. Semana que vem farei uma ultra. Eu estou desconfiada que o mocinho está sentado e todo para o lado direito. Ele mexe de uma maneira que dói muito, principalmente se estou com fome ou comendo. Estou muito curiosa pra saber a posição dele. As minhas roupas estão apertadas ou curtas, algumas calcinhas não cabem mais, sobre a urina, nem precisa dizer que não posso rir, nem tossir, né. Vou começar a lavar as roupinhas ainda essa semana, já que fiquei de férias. Preciso me organizar, primeiro lavar as roupinhas, depois posicionar os móveis no quarto, depois guardar as roupinhas. Só vou arrumar o berço na semana do nascimento dele. Organizaram chá de fraldas nas duas escola que trabalho, ganhei um número bom de fraldas e alguns itens de higiene. Eu amo esse carinho. Nessa gravidez, não ganhei muitos presentes. Lembro que na gravidez da Ana sempre ganhava uma roupinha. Na do Ian, ganhei poucas, mas está bom.
Nas minhas contas, domingo completo 34 semanas. Na conta do GO, completo 34 semanas na sexta.
Faltam ainda um mês e 11 dias.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
32 semanas, visita ao GO
Oito meses. Está passando muito ráááápidooooooo. Ainda não lavei um pano de boca. Não fiz nada. Tenho que arrumar o quarto, mas estou com preguiça, sem disposição. E ainda faltavam comprar algumas coisinhas, como: pentinho e escova, uma touquinha e luvinhas, uma cortina e uma solução para guardar os brinquedos. Até que, uma colega comentou comigo que seria melhor deixar a Ana no berço e o Ian dormir no berço desmontável. Mas o berço desmontável é rosa! Ah, não quero. Então, várias mães me aconselharam a comprar uma caminha pra Ana. Comprei uma bicama e a cerquinha pra ela não cair. Aproveitei pra comprar os outros itens. Ainda bem que achei tudo que precisava, inclusive a cortina do jeito que eu queria.
O que estava me preocupando é que não estou aguentando mais andar por muito tempo, nem num shopping. Depois de alguns minutos, parece que carrego dois sacos de arroz na barriga, pesa demais. Todo mundo diz pra mim que esse bebê vem antes, eu também acho. Mas também, pode estar todo mundo errado.
Hoje fui ao GO e comentei dos incomodos, da dificuldade pra andar, e ele chamou minha atenção para o ganho de peso. Já engordei 10 kg até agora e ainda faltam 7 semanas.
O Ian não para, até na hora de ouvir o coraçãozinho dele é dificil, ele fica no mexe mexe. Doi tudo aqui por dentro, principalmente a noite. Se eu não como, demoro pra comer, ele começa a se remexer de uma forma que dói pacas.
Tenho uma ultra pra fazer e uma cardiotocografia. Voltarei ao médico daqui a três semanas e depois as consultas serão toda semana. Interessante que na gravidez da Ana, a médica resolveu me atender de 15 em 15 no final, e só com 38 semanas ela resolveu passar as consultas para semanais. Ela dizia que eu estava muito bem, não tinha necessidade. Agora, será cesárea e o médico quer me ver toda semana. Vai entender.
No último final de semana, fui para uma cidade praiana aqui perto pra comemorar o aniversário de casamento. Ficamos em uma pousada de frente para o mar, foi ótimo, deu pra descansar. Porém... a pousada tinha muitas escadas e eu me senti muito mal. Parecia que o Ian ia nascer. Eu senti cólicas, pressão na pélvis, vontade de evacuar, não conseguia ficar muito tempo em pé, tudo doia. Mas nada me parecia a dor que senti pra parir. Por isso, fiquei tranquila, só observando. Se de madrugada tudo piorasse, aí sim, procuraria o hospital. Interessante que na gravidez da Ana eu ia para o hospital por qualquer colicazinha. Se eu sentisse o que senti dessa vez, na primeira gravidez, já tinha ido para o hospital de mala e cuia.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
31 semanas
O tempo está passando rápido. Na verdade, estou curtindo menos essa gravidez. Na da Ana, curtia cada semana, lia tudo a respeito, ficava na expectativa a ca da semana. Mas agora, acho que tenho tanta coisa pra fazer, que o tempo vai passando, passando e nem vejo passar. Esse menino está demais, ele faz um remelexo aqui dentro, mas é uma delícia. Ana já aprendeu o nome do irmão: eu pergunto cadê o Ian e ela repete 'Ian' e alisa minha barriga. Mas também, só quando quer. Decidi que quando ele nascer, vou comprar um presente pra ela e dizer que foi o irmão que deu. Vou fazer o possível pra que Ana não sinta de maneira negativa a chegada do irmão.
Estou atrasada com a arrumação do quarto, nem lavei as roupas. Estou esperando entrar de férias pra organizar tudo, mas estou morrendo de preguiça, pois terei que tirar tudo dos armários pra arrumar e ainda preciso ver um jeito pra guardar a montoeira de brinquedos da Ana. Além disso, preciso me desfazer do kit berço da Ana, não sei pra quem vender, ou quem sabe, doar.
O curioso é que todo mundo acha que o bebê vai nascer esse mês, quando digo que é pra início de fevereiro, as pessoas se assustam por causa do tamanho da barriga. Nem acho que a barriga está tão grande assim, está uma barriga de 7 meses e pronto. Faltam 8 semanas, dois meses.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
30 semanas
Estou exausta. A parte da manhã é pior pra mim, parece que eu corri uma maratona, fico com falta de ar, ao andar, arrasto meu corpo como um peso e o calor só piora as coisas. O final de semana foi complicado. Na madrugada de sábado pra domingo, não dormi bem, passei mal com muita azia e diarreia. Não como mais porcarias a noite. Aliás, tenho passado muito mal a noite com azia e dor de barriga. Se comer algo mais pesado, já era. A azia tem me acompanhado o dia todo, mas a noite é pior.
No domingo, fui lavar o banheiro e levei um tombo. Graças a Deus, não foi nada grave. Na hora, senti uma dor insuportável na perna esquerda, eu caí sentada, mas com a perna esquerda dobrada pra trás, que acabou amortecendo o baque no quadril. Mas fiquei com o pé roxo e toda ralada. Meu marido ficou tão desesperado que queria ligar para a emergência e eu, morrendo de dor, pedindo pra ele não fazer isso. Já pensou que micaço, ligar pra emergência por causa de uns arranhões? Tudo bem, até a gente descobrir que não foi nada demais, levamos um grande susto. Ana ficou apavorada. Ela me viu no chão e chorou muito, enquanto apontava para o próprio pezinho. Tive que acalmá-la e explicá-la que a mamãe tinha se machucado, mas não era nada grave.
Muita gente me diz que acha que Ian vem antes do início de fevereiro, espero que não, apesar de achar que vem mesmo. Ele é pura energia. Basta passar a mão na barriga, conversar com ele que se mexe todo serelepe. Quando ouve a voz do pai e da irmã, dá vários pulos (ou socos, não sei).
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
29 semanas
Eu estou sempre atrasada. Já estou entrando na trigésima semana e ainda não postei sobre a vigésima nona.
Eu tenho tossido muito. Meu GO receitou um xarope natural de abacaxi, maravilhoso, mas é só um paliativo. Eu acho que essa tosse tem a ver com a posição do bebê, ele deve interferir em algum órgão, diafragma, sei lá.
Ontem a noite, ele mexeu demais, ele mexe e dói, de eu sentir os órgãos se mexendo. Quando meu marido viu, fez uma cara de preocupado, pensando que daqui um pouco mais que dois meses, vamos acordar de madrugada, dormir pouco, comer pouco...
Mas eu estou ansiosa pra conhecê-lo, tê-lo em meus braços, ver o rostinho dele. Como eu já comentei, ele parece com a Ana, pelas ultras. A pergunta que todos fazem é: será que ele terá os olhos claros? Sinceramente, acho que não, sinceramente, não tinha pensado nisso.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Chá de bebê e enxoval
Sobre o chá de bebê, resolvi não fazer. Até pensei em fazer um chá e reunir as amigas mais chegadas, sem intenção de ganhar presentes e fraldas. Mas depois, desanimei. Não estou com disposição (nem dinheiro) pra organizar nada. O trabalho e os cuidados com a Ana, somados com a gravidez, me cansam muito. Quando tem alguma promoção de fraldas, compro. Minha mãe andou comprando fardos de fraldas Pampers numa promoção do Guanabara. Logo, resolvi descartar mesmo o chá de bebê.
Quanto ao enxoval, acho que não falta praticamente nada. Quer dizer, falta comprar uma estante, ou um baú, ainda não sei, pra arrumar os brinquedos e livros da Ana e eu conseguir organizar as coisas do Ian. Resolvi dividir o quarto em duas partes, uma para a Ana e outra para o Ian. Ana ficará com o guarda-roupa e dormirá no berço desmontável, Ian ficará com a cômoda e dormirá no berço convencional. O quarto se dividirá em rosa, lilás com bege e azul.
Fui na Feira de Gestante e bebê e comprei o que faltava, apesar do marido ficar do lado achando que nada era necessário. Até com o kit higiene ele encrencou, acha que não tem nada demais o menino usar bandejinha rosa e porta fralda rosa escrito Ana. Ele se mete muito mais no enxoval do Ian do que se meteu com o da Ana, mas eu tenho que respeitar, né. Voltando as compras: comrei uma bandeja de vime e acrílico e um porta fralda bege e marrom. Os potinhos, vou aproveitar os da Ana, pois são de acrílico transparente. A saída da maternidade é a coisa mais linda. Um macaquinho de linha vermelho e por dentro, um body imitando camisa social quadriculada com vermelho. Ele vai ficar um charme. O quadrinho de porta foi o mais difícil de achar, pois nenhum me agradava. Acabei levando um nicho redondo com uma girafinha de pelúcia, escrito Ian. Comprei uma manta cor de petróleo, caso o tempo esfrie de repente. Achei o cd de cantigas de roda com o nome Ian, exatamente escrito assim. Como Ana tem o cd com o nome dela, achei que futuramente poderia haver conflitos por causa disso. Trouxe também, alguns lençois, não o suficiente, mas pelo menos temos mais dois. Uma coisa que lembrei depois, foi a capa para carrinho, as que tenho são todas de menina, tenho que providenciar. Pra não esquecer da Ana, trouxe pra ela um porta escova de dente que é um elefantinho que gruda na parede do banheiro, ela põe a escovinha no elefantinho e ele fecha sozinho. Nem preciso dizer que ela amou.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
28 semanas e consulta do pré natal
Essa semana foi longa. Iniciei a semana com uma baita diarreia, ao ponto de ir para a emergência. Mas, graças a Deus fiquei bem. Ian está cada vez mais agitado, sinto muitas dores por conta disso. Mas é gostoso senti-lo, dá pra sentir nitidamente as partes do corpinho dele. Hoje, brincando com a Ana, coloquei um brinquedo dela que toca música na barriga, ele mexeu demais, enquanto o brinquedo tocava a música.
Essa semana, entrei no sétimo mês. Faltam apenas dois meses. Dois meses pra eu decidir muita coisa.
Hoje foi a consulta com o GO e foi um sufoco. Minha mãe ficaria com a Ana pra eu ir na consulta, mas ela teve um problema, em cima da hora e eu tive que levá-la para a consulta. Dá pra imaginar a dificuldade? Já estava pronta pra sair, tive que arrumar a Ana e nem deu pra almoçarmos, preparei uma mamadeira reforçada pra ela e fomos. Quando tirei-a do carro, percebi que o sapatinho que coloquei na pressa estava pequeno, saia do pé. Parei numa loja de calçados infantis e pedi com urgência um tênis. Saí da loja e fui para a consulta. O problema é que o prédio do consultório tem escada, fila pra elevador, um sufoco. Quando cheguei no consultório, senti falta da minha pasta de exames do pré natal. Tive que descer do prédio e voltar na loja pra pegar a pasta. A secretária do médico, percebendo meu sufoco, perguntou se eu tinha ido sozinha com ela. Durante a consulta, o médico pediu que a secretária ficasse com a Ana. Eu estava muito fragilizada, por toda essa situação, esse sufoco, ter que pegá-la no colo, subir e descer escada, levar com a porta do elevador na cara porque ninguém segurou pra eu sair com ela... . Eu entrei no consultório com os olhos cheios de lágrimas, fazendo um esforço imenso para não dar vexame e chorar. Comecei perguntando ao médico se ele fazia laqueadura na hora do parto. Ele, de cabeça baixa, disse que fazia sim, mas em mim, ele não faria, porque eu não estava em condições de tomar essa decisão agora. Danei a chorar, chorar muito. Depois dele falar muito, decidi que vou colocar DIU Mirena e ficar cinco anos sem menstruar, depois pago outro de novo, até entrar na menopausa.
Sobre o parto, sem eu comentar nada, ele disse que eu não preciso entrar na faca à toa. Que posso fazer o pré natal com ele e o parto normal com uma médica que ele indica. Até porque, tenho uma boa estrutura para o parto normal e não precisaria fazer uma cirurgia sem necessidade. Disse que não faz parto normal por não ter mais
condições de acompanhar o trabalho de parto. Isso será decidido por mim.
Aproveitei essa consulta pra tirar várias dúvidas.
Pena que eu estava muito fragilizada. No final da consulta, o médico me abraçou e disse pra que eu continuasse com a terapia (é claro, né, doutor!).
Fui embora com a Ana, me segurando pra não chorar pela rua, minha vontade era só chorar, chorar e chorar.
Amanhã, irei ao Riocentro comprar o que falta para o enxoval do Ian.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
27 semanas
Esse menino meeeeeexe demais. Ele fica praticamente o dia todo mexendo, e de uma forma que sinto direitinho os movimentos dele. Meu intestino se contorce, do nada me dá dor de barriga, por conta das mexidas dele. Gente, estou entrando no sétimo mês ainda! Ana mexia nessa época, mas não dessa forma. Muita gente me diz que é assim porque é menino. Ai, ai, será que ele vai ser levado?
Tenho me policiado para não carregar a Ana no colo. Se a carrego, sinto cólicas e morro de medo dele vir antes. Mas tem horas que é difícil não pegá-la, realmente não sei o que fazer.
A barriga está enorme e redonda, como foi na gravidez da Ana e, graças a Deus, nada de estrias. Estou cuidando bem da pele pra não aumentar as manchas. Só a alimentação que não anda lá essas coisas. Continuo com a drenagem linfática, que tem me feito muito bem. Tenho me maquiado mais e cuidado dos cabelos. Não quero ficar com cara de baranga e espero continuar com toda essa vaidade mesmo depois dele nascer.
Sinto-me tão orgulhosa de esperar esse bebê...
Não tenho comprado muitas coisas pra ele. Aliás, está tudo meio atrasado, mas nada desesperador. Vou à Feira do Riocentro semana que vem pra providenciar o que ainda falta. Não tem jeito, toda vez que entro numa loja de bebê, acabo comprando coisas para a Ana. Primeiro, porque as lojas tem mais variedades para meninas, segundo, porque acho sem graça comprar coisas sem ele ter nascido. Tenho algumas conhecidas que já pariram ou vão parir meninos e já combinaram de me passar as roupinhas de seus babys. Ou seja, além das que comprei (e vou comprar), ainda vou herdar outras roupinhas. Meu menino vai ser realmente fashion e vaidoso.
Emprestei minha almofada de amamentação para uma amiga para que ela tirasse o molde e fizesse outras pra vender. Comentei com ela que vou usar a mesma almofada com ele, mesmo sendo rosa. Então, ela resolveu fazer uma capa nova, azul, com bordado inglês, escrito Ian. Ficou lindo. E dá uma sensação legal ver o nome do seu bebê em alguma coisa. Foi o primeiro item com o nome dele.
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